Novos detalhes da Operação Rei do Pix ampliam investigações sobre suposto esquema em Catanduva
Novas informações divulgadas pelas autoridades responsáveis pela Operação Rei do Pix trouxeram mais detalhes sobre a estrutura da ação que apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos na Câmara Municipal de Catanduva.
A operação mobilizou cerca de 170 policiais militares, além de equipes da Polícia Civil, do Ministério Público e da Receita Federal. Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de prisão e mais de 50 mandados de busca e apreensão em municípios como Catanduva, São Paulo, Bauru, Jaboticabal e Adamantina.
Entre os presos está Marcos Aparecido Ferreira Filho, que atualmente exerce a função de assessor parlamentar no gabinete da deputada estadual Beth Sahão (PT), na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Segundo informações divulgadas pela imprensa, a investigação está relacionada a fatos ocorridos em Catanduva e não ao exercício do mandato parlamentar na Alesp.
Outro detalhe revelado pelas autoridades é a origem do nome da operação. De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MPSP), a expressão “Rei do Pix” faz referência ao apelido atribuído a um dos investigados em razão da intensa movimentação financeira identificada durante as apurações.
A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 20 milhões em bens e ativos financeiros dos investigados. A medida tem como objetivo assegurar eventual ressarcimento aos cofres públicos caso as irregularidades sejam confirmadas ao término do processo.
A Operação Rei do Pix investiga suspeitas de organização criminosa, fraude em licitações, contratos superfaturados, lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos. As investigações prosseguem e novas diligências não estão descartadas pelas autoridades.
Nota da deputada Beth Sahão
Após a publicação desta reportagem, a deputada estadual Beth Sahão enviou nota informando que Marcos Aparecido Ferreira Filho foi exonerado do cargo que ocupava em seu gabinete em 3 de junho de 2026.
A parlamentar afirmou ainda que as acusações atribuídas ao ex-assessor não possuem relação com seu mandato, referindo-se exclusivamente a fatos envolvendo a Câmara Municipal de Catanduva. Segundo a deputada, o caso deve ser devidamente investigado, com respeito ao direito de ampla defesa dos envolvidos e eventual responsabilização dos culpados, caso as irregularidades sejam comprovadas.